Sobre o medo

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Todos nós temos algum medo. Seja o medo de um bicho, de comer melancia e tomar leite, de assistir um filme de terror sozinhos. O medo faz parte da nossa natureza e tem muito a dizer a nosso respeito. Mas é preciso tomar cuidado com a proporção que o medo ocupa em nossas vidas. Sim. Porque o medo não deve nos mover.
Eu por exemplo, tenho um medo absurdo de aranhas. Não porque eu as acho animais asquerosos. Não. Eu tenho muito mais medo do conceito de aranha que possuo dentro da minha cabeça. É esse conceito que move o meu medo e a forma como eu me comporto ao redor dele. Veja bem, não estou dizendo que meu medo não é válido. Não vamos por esse caminho. O que eu digo é que o meu medo possui proporções estratosféricas perante a minha mente, e é por isso, que eu não aguento ver uma aranha. 
Mas se você prestou atenção, isso é muito mais sobre o que a minha mente é capaz de criar do que o medo em si. E é a isso que você, eu e todos que possuímos medo devemos nos apegar. A mente é capaz de criar universos paralelos, uma história de amor para um livro e um medo. 
O que eu quero dizer é que é preciso nos libertar-nos dos nossos medos. Soltar as amarras da nossa mente e enxergar através da névoa que criamos e ver que, apesar dos nossos pavores, o que sentimos de belo é o que nos fortalece e dá força para seguir em frente, o que nos mantém no jogo.
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